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25/09/2005 15:23
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Estou sem tempo de escrever, apesar disso, gostaria de agradecer muito às pessoas que tem comentado e gostado dos meus textos e quero de antemão pedir desculpas pelo de hoje, pois não tive tempo revisá-lo como geralmente faço. Apesar da falta de tempo, encontrei alguns minutos para escrever sobre o desarmamento e ainda colocar um texto de um amigo sociólogo chamado Marcelo de Paula sobre reforma política que estou postando por compartilhar o mesmo pesamento! Ambos são assuntos importantes dos quais eu, como cidadão, não poderia deixar de me manifestar, a seguir:
REFORMA É NECESSÁRIA
Sou um brasileiro triste com o que está acontecendo em nosso país,
porém empenhado no somar forças com aqueles que têm não somente a
disposição, mas também a disponibilidade para reescrever a nossa
história.
O Roberto está cassado, só que tem um detalhe que não me agrada: foi em voto secreto. A cassação dos canalhas deve ser em voto aberto, pois nós temos o direito de saber como nossos eleitos se comportam ainda mais em questões como essas.
Temos que fazer algo, pois caso contrário os aproveitadores de plantão vão fazer uso do covarde anonimato e, desta maneira, vão se eximir da responsabilidade que estão incumbidos de destituir todos os culpados, sem exceção.
Vamos fazer a reforma política? Que tal começar com o fim do voto secreto?
As ações dos parlamentares devem ser claras. O que podemos fazer?
Panelaço, revolução, mobilização, enfim, o que vocês sugerem?
Caros amigos, não se permitam ser massa de manobra dos meios de
comunicação, nem de organizações inescrupulosas que tem intenções
espúrias na mobilização do povo.
A mobilização tem que ser contra a corrupção, a favor da penalidade aos culpados com cassação de seus mandatos, a favor da reforma política, porque está mais do que evidente que este "presidencialismo de coalizão" favorece todas estas práticas que aí estão. Se for para ir às ruas, vamos conscientes do que queremos e não para fazer carnaval de caras pintadas patrocinados pela burguesia e depredando estabelecimentos.
O Brasil tem jeito? Sim! Como? Educando o povo, dando acesso à informação e cultura!
A revolução sem armas é possível. Podemos conseguir muita coisa na base do debate de alto nível.
por Marcelo de Paula
EU VOTO NÃO! E VOCÊ?
Sou contra se ter uma arma em casa, sou contra o armamento do cidadão, mas sou a favor do direito democrático de cada um escolher como quer se proteger e defender sua família. Sou contra a proibição da comercialização de armas de fogo que será votada popularmente no dia 23 de outubro.
Os índices de criminalidade, mortalidade, violência não estão ligados com o fato de a população estar ou não armada. Casos que ouvimos falar, como por exemplo o de crianças que pegam a arma do pai e usam sem querer, são casos isolados e que se resolveriam com campanhas para conscientização de guardar bem as armas. O dinheiro gasto na campanha eleitoreira em prol do desarmamento e da proibição de comercialização de armas poderia ser empregado em algo muito mais eficaz na diminuição da violência e criminalidade, - educação!
Esse referendo veio em boa hora, para tirar o foco da verdadeira causa de tanta criminalidade, - a corrupção no país! Querem diminuir a criminalidade e a violência? Comecem com os parlamentares, criminosos, traficantes e não conosco! Vivemos em um país democrático e não podemos aceitar que o governo desarme a população e deixe os criminosos impunes!
Depois do dia 23 de outubro quero ver se as notícias de corrupção no congresso vão continuar na imprensa. Essa campanha está sendo um desvio de foco altamente bem-vindo aos parlamentares num momento bastante favorável não é mesmo?
Desculpem se hoje perdi um pouco da compostura na escrita, mas é que não posso ver os acontecimentos a minha volta sem me revoltar
profundamente.
Opinem!
enviada por Cayo Matheus
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